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Professora Roseane Oliveira profere palestra durante IX Semana Acadêmica de Medicina Veterinária

 A professora doutora Roseane Oliveira proferiu a palestra nesta quarta-feira (17) sobre “Ferramentas utilizadas para aumentar a eficiência reprodutiva de ovinos deslanados no Amazonas”. 

A palestra, proferida durante a IX Semana Acadêmica de Medicina Veterinária, teve o objetivo de mostrar as ferramentas dentro do manejo reprodutivo de ovinos para alavancar a produtividade dos animais. Foram apresentados dados resultante de pesquisas de Pibic do curso de Zootecnia da Ufam. “O interessante é mostrar transferência de conhecimento advindo de pesquisas Universidade. 

Um dos assuntos destacados foi a alta qualidade dos parâmetros seminais de ovinos reprodutores e a motilidade progressiva de espermatozóides que se mostrou melhor no período seco. Isso pode ser atribuído à adaptação das raças ao estresse calórico.

As raças utilizadas foram ovinos Santa Inês e Dorper, raças mais difundidas entre os nossos criadores. A pesquisa também demonstrou que o sêmen de filhos de ovinos trazidos de fora da região teve taxas melhores em relação aos seus pais, devido à adaptação da raça ao ambiente e manejo”, destacou a professora.
O trabalho foi publicado nos Anais do XX Congresso Brasileiro de Reprodução Animal 2013 como melhor projeto de Pibic. Isso faz com que o curso seja qualificado. Nos dois Enades anteriores o curso de Zootecnia obteve conceito 4. 

Fonte: UFAM
 
A Prof. Dra. Roseane Pinto Martins de Oliveira, fará uma participação na IX Semana Acadêmica de Medicina Veterinária da Escola Superior Batista do Amazonas - ESBAM, a qual apresentará a palestra: FERRAMENTAS PARA AUMENTAR A EFICIËNCIA REPRODUTIVA DE OVINOS NA AMAZÖNIA OCIDENTAL.
 
A palestra será apresentada no dia 17 de outubro, as 10h40 da manhã.
Vale a pena conferir!
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: ESBAM
 
Veterinário alerta para surto da doença língua azul em criação de ovinos

Veterinário alerta para surto da doença língua azul em criação de ovinos

Doença pouco conhecida atinge criação de ovinos em Vassouras, no RJ. Ainda não existe tratamento e vacina não tem autorização para importação.

Em Vassouras, no Rio de Janeiro, uma doença ainda pouco conhecida atacou quase todas as ovelhas do rebanho. O veterinário Mário Balaro escreveu um e-mail para o Globo Rural contando a descoberta do surto dessa doença rara.

Em 2010, Pedro Porto deixou a produção de leite e de hortaliças para se dedicar a ovinocultura. Investiu cerca de R$ 120 mil na construção de apriscos, compra de matrizes e insumos. O negócio, que começou com 32 cabeças, estava indo tão bem que em 2012 já estava com um plantel de 150 ovinos, produzindo cerca de 40 quilos de leite.

Só que em junho do ano passado, a criação entrou em alerta máximo por causa dessa doença que tem um nome esquisito e pouco conhecida no Brasil. A denominação língua azul foi dada depois dos primeiros registros na África do Sul, no começo do século 20, em que os animais contaminados pelo vírus apresentavam uma coloração azulada na língua e na mucosa da boca.

A língua azul é uma doença não contagiosa, que ataca principalmente os animais ruminantes, ovinos, bovinos e caprinos. É transmitida por um vírus através do mosquito-pólvora, do gênero culicóides. Ele se contamina ao sugar o sangue de um animal já doente e depois transmite o vírus ao picar um animal sadio.
Os primeiros casos foram notados em alguns animais vindos do Sul, logo após saírem da quarentena. Com o tempo, a doença se espalhou também para as ovelhas compradas em outros locais e nas que nasceram na própria cabanha.

Segundo o Ministério da Agricultura, atualmente no país só existe este foco registrado da doença e nos últimos dez anos praticamente não tiveram outros casos notificados.
A falta de informações sobre a língua azul dificulta ainda mais o combate. O veterinário Mário Balaro, que mandou o e-mail alertando sobre o surto de língua azul, fazia pesquisas sobre reprodução com as ovelhas do criador quando se deparou com os animais apresentando alguns sintomas da doença.

"O primeiro sinal que o produtor pode ver é a febre desse animal. Uma febre alta, de 41ºC, 42ºC. O animal fica triste, num canto, diminui o apetite, então ele fica apático e a partir disso começam a aparecer lesões na região da face. A face fica avermelhada ao redor de olhos, orelha, lábios e aparecem também lesões. O lábio fica demaciado e começam a aparecer lesões no casco", explica o médico veterinário.

O vírus da língua azul se multiplica nos vasos sanguíneos do animal, baixando drasticamente a imunidade e abrindo caminho para muitas doenças, como pneumonia, diarreia e inflamação da musculatura.
Imagens feitas pelo veterinário durante o período mais crítico mostram os animais atingidos pela língua azul com dificuldades para andar.

Desde o surgimento dos primeiros sintomas, em junho de 2012, 28 ovelhas morreram. Pedro não pode vender os animais e nem os produtos fabricados com o leite. Os que resistiram à doença ainda guardam os efeitos da língua azul.
O primeiro relato da doença no Brasil foi em 1978, com a importação de vacas leiteiras contaminadas. Ainda não existe um tratamento contra a língua azul, a não ser os antibióticos para combater as doenças provocadas pela baixa da resistência do animal infectado.


O que o criador pode fazer é tentar evitar a proliferação do mosquito-pólvora, transmissor da doença, mas isso depende de um controle coletivo.
Já existe uma vacina que se mostrou bastante eficaz na redução dos casos da doença na Europa e na América do Norte, mas ela ainda não é produzida no Brasil e nem a importação é autorizada. O que faz aumentar ainda mais o drama de criadores de ovinos.

FONTE: GLOBO RURAL

Material genético de raças com risco de extinção será conservado

Seca no semiárido nordestino ameaça sustentabilidade das espécies


Raças nativas do semiárido nordestino têm sido
substituídas e correm risco de extinção devido à seca e falta
de medidas para uso sustentável (Foto: Jarbas de Oliveira/Ed. Globo)

Raças de caprinos e ovinos do semiárido brasileiro que estão ameaçadas de extinção devido à seca na região terão o material genético conservado. Um convênio firmado entre o Ministério da Agricultura e o Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Alagoas (Ceca – Ufal) pretende trabalhar na conservação e melhoramento de caprinos das raças Marota e Moxotó e da espécie ovina das raças Rabo Largo e Cara Curta.

“Há vários motivos que justificam a defesa irrestrita das iniciativas de conservação dos recursos genéticos. É nosso dever dedicar esforços para que as raças originadas na região mantenham-se conservadas, não apenas para um possível uso futuro, mas principalmente, para uma utilização associada à sustentabilidade”, disse o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Mapa, Caio Rocha.

De acordo com Rocha, em razão da falta de medidas especiais para o uso sustentável e conservação, proporcionando apoio adequado aos criadores, as raças nativas vêm sendo substituídas. “Para o bem das futuras gerações, os recursos genéticos vegetais e animais devem ser considerados como um dos maiores patrimônios históricos, culturais e ambientais da região Nordeste”, salientou. 
Fonte: Globo Rural