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Como ocorre a fecundação dos ovos da galinha

As aves atingem sua maturidade sexual em idades diferentes (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)
A galinha não depende do galo para produzir ovos, porém a participação do macho é fundamental para que ocorra a fertilização deles. O galo é o fornecedor de espermatozoides que precisam se fundir com os óvulos da fêmea para que haja a fecundação.
De acordo com o tipo de criação, as aves atingem a maturidade sexual em idades diferentes. Em criatórios comerciais, que utilizam genética específica para produção de ovos, levam 20 semanas ou cinco meses. Em ambientes pouco tecnificados, como um galinheiro simples de fundo de quintal, o prazo dobra para 40 semanas – 10 meses.
Contudo, independentemente da fecundação, o ovo forma-se nas galinhas domésticas, grosso modo, como ocorre na mulher a ovulação mensal (menstruação). Assim, se o objetivo do criador for a produção de ovos para o consumo, então serão obtidos somente ovos não fecundados – processo amparado pelo Decreto no 56.585, de 20 de julho de 1965, do Mapa – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A fertilização só se realiza em ovos que, posteriormente, serão incubados para o nascimento de pintos, os quais, quando tornarem-se aves adultas, servirão para postura de ovos ou para a produção de carne.
Ovoscopia é o processo por meio do qual identifica-se se o ovo
foi fertilizado ou não 
(Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)
Para verificar se o ovo foi fertilizado, utiliza-se um processo chamado “ovoscopia”. A partir do oitavo dia de incubação, pode-se observar a existência ou não de embrião com o uso de um reflexo de luz – feixe de luz. Nos ovos inférteis há passagem da iluminação, enquanto nos férteis forma-se uma sombra que indica a presença de embrião.
Para avaliar a fertilidade dos machos, em produção comercial de pintos para venda, recomenda-se quebrar uma amostra de ovos no dia da postura. Nos ovos férteis, o blastodisco – camada superficial de células que dará origem ao embrião – apresenta duas áreas nítidas separadas, além da formação de um arco visível. Já os inférteis têm um aspecto difuso.
A fertilização do óvulo amadurecido (gema) ocorre no infundíbulo, estrutura afunilada que se localiza no início do canal de reprodução da galinha. Chamado oviduto, esse canal tem aproximadamente 60 centímetros de comprimento e também abriga outras estruturas, como magno, istmo, útero e vagina, nas quais são formadas a clara, as membranas da casca e a própria casca.
É no útero da galinha que ocorre a deposição da casca do ovo (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)
DA OVULAÇÃO À POSTURA EM 25 HORAS
• No ovário, a gema em desenvolvimento está presa por membranas denominadas folículos, que rompem-se quando o óvulo atinge a maturidade. A gema, ou o óvulo, cai no infundíbulo – processo denominado de ovulação –, onde permanece aproximadamente 20 minutos e ocorre a fertilização, caso haja a existência de espermatozóides.
• Em seguida, o óvulo – caso não tenha ocorrido a fertilização –, ou ovo fertilizado – se o espermatozóide penetrou no óvulo –, continua o seu caminho para o magno, onde é envolvido por parte da clara (50%) em um tempo de duas a três horas.
• No istmo, no qual o ovo permanece por uma hora e meia, recebe as membranas da casca e mais 10% de clara.
• Dali o ovo vai em direção ao útero, onde se faz a deposição da casca e o restante (50%) da clara. No útero o ovo permanece por um prazo de 21 a 23 horas.
• Após esse período o ovo passa pela vagina, por cerca de 15 minutos, e recebe a cutícula que protege as paredes porosas da casca contra a entrada de microorganismos.
Fonte: GLOBO RURAL


IDAM incentiva atividade de avicultura de corte em São Paulo de Olivença



O Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (IDAM) em parceira com o Banco do Amazônia incentivou o agricultor e criador Germerson Garcia Gonçalves, na ampliação da atividade de avicultura de corte que desenvolve na Unidade de Produção Familiar (UPF), localizada na Colônia São Sebastião,  no município São Paulo de Olivença (a 1.345 km de Manaus). O incentivo a essa atividade aconteceu por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), no valor de dezesseis mil reais (R$ 16.000,00), que serão investidos na compra de ração e mais duas mil unidades de pintos para corte, dando continuidade em seu projeto de avicultura.

Estudos levantados do custo de produção e análise do mercado local os técnicos do IDAM comprovaram que os avicultores de São Paulo de Olivença podem produzir frangos mais em conta e colocar no mercado local com um preço mais acessível ao consumidor final tornando um produto de alta procura. Germerson aumentou sua produção de 200 bicos de aves mês, para 1000 bicos mês, consequentemente terá a baixa no preço do produto, aumentando gradativamente a renda familiar, dessa forma vem crescendo o interesse dos avicultores pela atividade e já tendo visão de futuramente poder fornecer na merenda escolar por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Segundo o gerente da Unidade Local de São Paulo de Olivença, Paulo Cesar Ferreira da Silva, os órgãos unem forças para melhorar a qualidade de vida do produtor rural. “Por meio do IDAM e BASA estamos trazendo desenvolvimento e melhoria de qualidade de vida ao homem do interior”. Paulo Cesar ressalta que para participar do financiamento da UPF tem que ser unicamente produtor familiar, um técnico IDAM fará visita para avaliação da atividade que o produtor já desenvolve em sua área, feito isso será levantada a possibilidade do produtor receber os incentivos.

Fonte: IDAM

FAO alerta sobre ameaça do vírus da gripe

Para agência da ONU, recomendação é vigilância constante

A Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alertou a comunidade internacional hoje (16) sobre a ameaça dos vírus da gripe aviária H7N9 e H5N1, devido à proximidade da temporada das gripes.

FAO defende vigilância constante para evitar contágio pela gripe aviária (Foto: Ulises Ruiz Basurto/EFE)   

"Devemos manter uma vigilância constante”, disse o diretor do departamento de Veterinária da FAO, Juan Lubroth, em reunião conjunta com a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (cuja sigla em inglês é Usaid), a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

O alerta de Lubroth dá ênfase particular para o vírus H7N9, que não provoca sinais clínicos nos animais e é, portanto, muito difícil de ser detectado nas aves de criação. Para melhorar a resposta a este vírus, a FAO destinou US$ 2 milhões em fundos de emergência, aos quais se juntaram mais US$ 5 milhões da Usaid.

Hoje, a FAO e a Usaid enfatizaram a necessidade de continuar a trabalhar, especialmente no monitoramento contínuo, ao longo de todo o sistema de produção e comercialização e no desenvolvimento de planos de contingência e de mecanismos de compensação.

“O aparecimento do vírus H7N9 nos relembra que novas ameaças de doenças não são uma exceção, mas uma consequência previsível que resulta da relação entre humanos e animais”, afirmou o diretor do Programa de Ameaças Emergentes da Usaid, Dennis Carroll.

No combate de longo prazo contra o H7N9 e outros vírus, a FAO e a Usaid apelam aos países para que invistam de forma a melhorar a comercialização e venda das aves.

De acordo com a OMS, desde que foi detectado na China, em fevereiro, o vírus da gripe aviária infectou pelo menos 135 pessoas, das quais 44 morreram. Todos os casos ocorreram em território chinês, exceto um, registado em Taiwan.

Os vírus de gripe aviária existem há muito tempo em aves selvagens, mas geralmente não causam doença em seres humanos, embora em casos raros haja mutações. As estirpes dos subtipos de vírus da gripe aviária H5, H7 e H9 já causaram infeções humanas, sobretudo depois do contato direto com aves infectadas.

Nenhuma das estirpes sofreu mutações que as tornassem facilmente transmissível entre pessoas, o que seria o pesadelo dos epidemiologistas. A estirpe mais conhecida é o vírus H5N1, que causou 633 casos confirmadas em pessoas em 15 países entre 2003 e julho deste ano, das quais 377 morreram – o que representa uma taxa de mortalidade de cerca de 60%.

 Fonte: Globo Rural

Seguem até 30 de agosto as inscrições para submissão de trabalhos para o VIII Encontro de Avicultura e II Mostra de Avicultura

Seguem até 30 de agosto as inscrições para submissão de trabalhos para o VIII Encontro de Avicultura e II Mostra de Avicultura

Estão prorrogadas as inscrições para submissão de trabalhos a serem apresentados durante o VIII Encontro de Avicultura e II Mostra de Avicultura. O novo prazo é 30 de agosto, impreterivelmente. “Novas Tecnologias para Produção Avícola”é tema do encontro que reunirá estudantes, professores e profissionais de áreas afins para discutir temáticas relacionadas às Ciências Agrárias que fazem parte da programação em comemoração aos  25 anos do Setor de Avicultura, inaugurado em 03 de Junho de 1988. O evento será realizado entre os dias 11 e 13 de setembro, no Auditório Samaúma, Bloco 1, Setor Sul, da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA).
De acordo com o coordenador, professor Frank Cruz, a programação (em anexo) abordará o que de mais moderno e atualizado há na área com ênfase em novas tecnologias e procedimentos que otimizarão a produção avícola estadual. Durante a programação, será ministrado o minicurso "Aditivos na Alimentação de Aves" e também serão apresentados resultados de pesquisas. Para inscrever trabalhos, os interessados devem acessar o link abaixo:


FONTE: UFAM

Sistema wireless afere bem-estar dos frangos durante o abate

Tecnologia visa estabelecer parâmetros equivalentes à União Europeia


União Europeia recomenda a eletrocussão antes do abate,
que consiste em um procedimento que provoca a parada cardíada das aves

O Laboratório de Física Aplicada e Computacional da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP desenvolveu uma metodologia utilizando um sistema wireless (rede sem fio) que possibilita aferir o estado cerebral de frango de corte durante o processo de abate. A tecnologia tem como objetivo estabelecer um procedimento de equivalência em relação às exigências da União Europeia (EU) de bem-estar das aves durante o abate demonstrando, por intermédio do EEG (Eletroenceéfalograma), que o animal está inconsciente e não sofre durante o processo.

Em geral, o abate nas indústrias que processam a carne de frango é feito após o processo que insensibiliza usando corrente elétrica. O sistema provoca atordoamento da ave antes da sangria, evitando o sofrimento do animal. No entanto, a União Europeia tem recomendado a eletrocussão, procedimento que provoca uma parada cardíaca porque, segundo relatos de cientistas, o processo usado atualmente causa danos nas carcaças, como perdas superiores a 15% na carne do peito.

A pesquisa teve a parceira da Embrapa Aves e Suínos e da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), visando estabelecer parâmetros equivalentes à UE. 

Fonte: Globo Rural

Consultório agrícola: inflamação nos pés de galinha

Danos e lesões nos pés podem ser causados devido à falta de um nutriente essencial na alimentação das aves.


Danos e lesões nos pés das galinhas podem ser causados devido à falta de biotina na alimentação oferecida à criação. Trata-se de um nutriente essencial para animais que faz parte da composição das rações de boa qualidade. Como componente de alimentos à base de milho e de soja e de farelos de oleaginosas, atende a todas as necessidades das aves. Sem ingerirem biotina, que pode entrar em decomposição na presença de ácidos rançosos, quando a ração está em más condições de conservação e de armazenamento, as aves ficam vulneráveis a machucados nos pés, além de problemas que interferem nas fases de desenvolvimento e reprodução. Como seus organismos não têm capacidade para assimilar com eficiência a biotina, aves consanguíneas comumente apresentam danos nos pés. Trate as galinhas machucadas com uma pasta feita de enxofre e azeite, aplicando-a de baixo para cima a fim de que a penetração ocorra também no lado debaixo das escamas das pernas. Para obter um exame mais detalhado, leve pelo menos uma galinha viva para um veterinário especializado. Pisos duros e/ou com pedras também podem ser o motivo para a formação de calos que resultam em inflamação dos pés das aves. Se não tratada com antibióticos indicados por um profissional, há risco de infecção. A higiene do local é muito importante para evitar piso contaminado, fermentação de fezes e umidade, que levam ao desenvolvimento de fungos e bactérias.

Fonte: Globo Rural